A síndrome de burnout na medicina é algo mais comum do que parece. Se por um lado todos sabem que o médico tem uma jornada semanal exaustiva, por outro acreditam que, por ele estar na área de saúde, saberá se cuidar. Mas não é isso que acontece. Estudantes de medicina já entram em uma rotina que favorece a doença. É preciso estar atento aos sinais e adotar práticas que previnam essa síndrome. Veja como!

Síndrome de burnout na medicina

Conteúdos intermináveis sobre diversas matérias. Atualizações constantes necessárias diante da evolução tecnológica na medicina. Estudantes e médicos estão, o tempo todo, submetidos a uma rotina estressante de muito estudo e prática. E nem sempre o corpo consegue suportá-la, fazendo aparecer a síndrome de burnout. Ela se compõe por três dimensões:

  1. Despersonalização ou cinismo: desenvolvimento de sentimentos negativos em relação às pessoas do ambiente profissional, inclusive endurecimento afetivo;
  2. Esgotamento emocional ou exaustão: incapacidade de produzir mais diante do cansaço físico e emocional extremo;
  3. Baixa realização pessoal ou ineficácia: perda de confiança nas suas próprias realizações.

Fadiga, nervosismo, insônia, tensão, dúvida sobre si mesmo, frustração, negatividade, dificuldade de se concentrar em tarefas, são sentimentos comuns do profissional que desenvolve síndrome de burnout na medicina. Ele passa a acreditar que seu trabalho não possui significado ou que não é reconhecido, causando perturbações mentais e psicossomáticas.

A síndrome atinge bastante os médicos que trabalham na Terapia Intensiva, na Medicina de Emergência ou da Família, e na Cirurgia Geral.

Causas do burnout na medicina

As principais causas do burnout na medicina são:

  • Dificuldades econômicas e burocráticas para prover o melhor atendimento aos pacientes;
  • Cobrança excessiva e pressão por resultados positivos;
  • Ganhos econômicos abaixo do esperado;
  • Excesso de horas trabalhadas;
  • Redução do convívio social.

Práticas para evitar o burnout na medicina

Considerando as causas e o contexto em que se desenvolve a síndrome de burnout da medicina, os profissionais devem se atentar às práticas saudáveis que melhorar sua qualidade de vida. Um bom exemplo é conciliar a vida profissional e pessoal. Claro que muitos médicos têm clara dificuldade em equilibrar o trabalho e a família/amigos, mas o convívio social é uma questão de sobrevivência para os humanos.

Veja outras práticas que podem ajudar:

  • Conectar-se com a espiritualidade (não necessariamente à uma religião);
  • Cuidar da saúde física e praticar exercícios físicos regularmente;
  • Tirar férias regularmente para descansar;
  • Organizar a rotina;
  • Cuidar do visual;
  • Praticar hobbies;
  • Divertir-se.

Podem parecer dicas simples, mas que são negligenciadas pelos médicos. É preciso compreender os limites, valorizar a vida social e partilhar problemas. Esse autocuidado é a melhor maneira de se prevenir da síndrome de burnout na medicina.

Tratamentos para o burnout

Os tratamentos para o burnout médico dependem das causas. Quais os sintomas apresentados e o contexto do momento atual do médico? Qual sua história? A partir de um diagnóstico, realizado por profissional de saúde mental (psicólogo ou psiquiatra), será definido um tratamento específico.

Em geral, ele associa medicação e psicoterapia.

 

A síndrome de burnout na medicina afeta muitos médicos, especialmente aqueles que não possuem hábitos saudáveis de autocuidado. Fique atento aos sinais e consulte um colega se necessário.

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